
Por: Secretaria Municipal de Comunicação
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O período de volta às aulas acende um alerta que não pode ser ignorado: o crescimento do trabalho infantil, especialmente da mendicância, envolvendo crianças e adolescentes em shoppings, feiras, e corredores comerciais. Evidencia o quanto ainda é preciso orientar, esclarecer e informar a população. O gesto de doar dinheiro, pode até parecer solidário à primeira vista, mas acaba contribuindo para manter os ciclos de exploração, e violar direitos de crianças e adolescentes.
Quando uma criança está nas ruas pedindo dinheiro, ela está em risco social e deixando de viver o que é essencial: estudar, brincar, aprender conviver em família, se desenvolver com segurança. O trabalho infantil expõe meninos e meninas a riscos e danos nocivos, como: físicos, emocionais e sociais, comprometendo o presente e o futuro. Em alguns casos, essa prática chega a níveis extremos, como o aluguel de menores, reforçando a urgência de uma resposta coletiva e consciente da sociedade.
Em 2024, A Prefeitura de Manaus identificou 137 crianças e adolescentes em situação de trabalho, em Manaus, através de ações articuladas entre o Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador – Manaus, Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) e do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção do Adolescente Trabalhador (Fepeti AM).
Os números revelam uma realidade que exige atenção imediata e urgente. Em Manaus, o trabalho infantil atinge principalmente crianças entre 5 e 9 anos, faixa que concentra 54 casos confirmados. Logo atrás estão crianças ainda menores: 41 casos entre 1 e 4 anos e 39 casos entre 10 e 14 anos. O dado mais alarmante, porém, é a presença de 13 casos envolvendo bebês com menos de 1 ano de idade — um sinal claro de que a exploração começa cedo demais.
Ao olhar mais de perto, os dados mostram picos preocupantes em idades decisivas para o desenvolvimento: 2, 3 e 6 anos, com 12 casos cada. São crianças que deveriam estar em proteção e descobrindo o mundo por meio do brincar, da escola e do cuidado — não expostas à exploração.
A maior parte dessas situações acontece nas ruas. A via pública concentra 137 casos confirmados, muito à frente das ocorrências em residências (18 casos) e no comércio ou setor de serviços (1 caso). Isso reforça um alerta direto à população: a criança que você vê pedindo dinheiro nos espaços públicos não precisa de esmola, precisa de proteção, acesso a direitos e de uma oportunidade real de viver a infância.
Para combater o trabalho infantil, Manaus conta com uma rede de proteção por meio da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (SEMMASC), que atua de forma permanente no combate e enfrentamento ao trabalho infantil, com equipes técnicas, onde são acompanhados através dos equipamentos socioassistenciais, além da concessão de benefícios sociais.
O CRAS é a porta de entrada dessa rede: acolhe as famílias, orienta, garante acesso ao Cadastro Único e aos benefícios sociais, fortalece vínculos e ajuda a construir alternativas para que a criança esteja onde deve estar — na escola, brincando e aprendendo.
Já o CREAS atua quando o direito é violado, oferecendo atendimento especializado em casos de exploração, violência e trabalho infantil, com acompanhamento contínuo e proteção integral.
Ao ver uma criança em situação de trabalho infantil, você pode colaborar acionando os serviços públicos, fortalecendo a rede de proteção e garantindo que essas crianças tenham acesso aos seus direitos.
Como Denunciar:
- Disque 100 (ligação gratuita, 24h).
- 0800 092 6644 (ligação gratuita, 24h).
- 0800 092 1407 (ligação gratuita, 24h).
Quando a criança está na rua, a infância deixa de ser protegida, e a escola é esquecida. Combater o trabalho infantil é uma responsabilidade de toda a sociedade. Um gesto consciente pode romper ciclos de exploração e abrir caminhos de cuidado, educação e oportunidades reais. Ao agir, você ajuda a proteger o que nenhuma criança pode perder: o direito de viver plenamente a infância.